Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul

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II Encontro de Produtores de Sementes reúne mais de 370 pessoas em Santana do Livramento (RS) - 14/08/2013

Consolidando-se como um importante evento do setor agrícola, o II Encontro de Produtores de Sementes do RS e Treinamento de Responsáveis Técnicos reuniu mais de 370 participantes entre os dias 7 e 9 de agosto, em Santana do Livramento.
Durante a solenidade de abertura, realizada na noite de 7 de agosto, o presidente da CSM/RS (Comissão de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul) e diretor administrativo da APASSUL (Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul), Antonio Eduardo Loureiro da Silva, destacou a evolução do programa de sementes e o objetivo de continuar aprimorando normas, padrões e procedimentos do setor.
O presidente da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), Narciso Barison Neto, disse que “a semente merece destaque especial por ser o único organismo vivo do sistema produtivo mundial”. De acordo com ele, “através da semente, da genética e da biotecnologia, estamos preservando o meio ambiente e produzindo cada vez mais alimentos e de melhor qualidade”.
Na ocasião, foi entregue o troféu Mérito Empreendedorismo em Sementes para Erni Orlando Roos. O homenageado é fundador da E. Orlando Roos e Cia Ltda., e também participou da criação de importantes entidades ligadas ao setor, tais como APASSUL, Fundação Pró-Sementes e ABRASEM.
A palestra de abertura teve como tema o SIGEF (Sistema de Gestão da Fiscalização). Trata-se de um sistema informatizado de recebimento e análise das inscrições de campos de produção de sementes que está sendo adotado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O palestrante, Fiscal Federal Agropecuário Glauco Bertoldo, esclareceu as dúvidas dos presentes em relação ao novo sistema. Em seguida, foram apresentados os sistemas de produção de sementes do Brasil e do Uruguai. O Fiscal Federal Agropecuário André C. P. da Silva falou sobre o Registro Nacional de Cultivares (RNC), que trata dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura para produção, beneficiamento e comercialização de sementes, e também sobre o RENASEM (Registro Nacional de Sementes e Mudas), cadastro de pessoas físicas ou jurídicas que exercem atividades ligadas ao setor. Ele também explicou o funcionamento do sistema de certificação no Brasil. O sistema uruguaio foi apresentado pelo gerente de certificação de sementes e plantas do INASE (Instituto Nacional de Sementes do Uruguai), Guillermo Sanguinetti. Dessa forma, o público constatou as diferenças entre os dois modelos, especialmente no que se refere à certificação de sementes.
No dia 8 de agosto, Erlei de Melo Reis, da OR Melhoramento de Sementes Ltda., palestrou sobre a transmissão de pragas através de sementes. Ele apontou o plantio direto e a monocultura como ameaças a uma lavoura sadia. “A semente introduz a praga e a palha a mantém na lavoura”, disse. Na sequência, Basf, Bayer e Syngenta apresentaram suas soluções para o tratamento industrial de sementes.
Ainda no segundo dia do encontro, um painel reuniu pesquisadores do Brasil e do Uruguai para tratar sobre o melhoramento genético de forrageiras. Rafael Reyno, do INIA (Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária do Uruguai), apresentou o que está sendo feito no país vizinho. De acordo com ele, tem se buscado características como capacidade de rebrote, tolerância ao frio e ao pastoreio. Miguel Dall’Agnol, da UFRGS, disse que, no Brasil, o desenvolvimento de cultivares de espécies forrageiras está muito atrasado em reação ao Uruguai e também em relação a outras culturas, como a da soja. Dall’Agnol disse que a bolsa branca ainda é muito comum, mesmo quando há cultivares registradas. Ele mostrou as forrageiras nativas como um patrimônio genético que não está sendo conservado. Já Daniel Montardo, da Embrapa, apresentou o Programa de Melhoramento Genético e de Produção de Sementes de Forrageiras para a Região Sul, realizado pela Embrapa, pela UFRGS e pela UFPel.
O engenheiro agrônomo da Fundação Pró-Sementes, Airton Lange, abordou aspectos da legislação da produção de sementes e explicou como são feitas as vistorias de campo no processo de certificação conduzido pela Fundação Pró-Sementes. O objetivo desse procedimento, segundo Lange, é comparar a qualidade do campo com os padrões estabelecidos para cada espécie e para cada categoria de semente. “A vistoria de campo é o processo mais importante no processo de produção de sementes”, afirmou.
O professor da UFPel, Geri Eduardo Meneghello, palestrou sobre os pontos críticos a serem considerados para a obtenção de sementes de qualidade superior. “A semente de qualidade foi um dos fatores responsáveis pelo aumento da produtividade das principais culturas nos últimos 30 anos”, disse. Ele destacou os cuidados no campo e na Unidade de Beneficiamento de Sementes para a obtenção de um bom material. O controle de qualidade dos componentes genéticos, físicos, fisiológicos e de sanidade foi abordado por Júlio Marcos, Filho, professor da ESALQ/USP. Por fim, João Augusto Telles, do Senar/RS, falou sobre a importância de um treinamento adequado para operadores de máquinas agrícolas.
Coordenado pelo deputado estadual Frederico Antunes (PP/RS), o painel sobre a adequação da logística frente ao incremento da produção reuniu representantes de órgãos públicos e privados ligados ao setor no último dia do evento. Representantes da Secretaria de Logística e Infraestrutura do RS e da CCGL debateram soluções para o estado e o país. Aumento da utilização dos portos da região norte, investimento na modernização de rodovias, ferrovias e hidrovias, além da desburocratização e do fim da proteção da bandeira brasileira nos portos foram algumas das ideias debatidas. Luiz Carlos Oliveira, da Secretaria de Secretaria de Logística e Infraestrutura do RS falou que o estado está finalizando o processo de escolha de uma empresa que mapeará os gargalos logísticos. Esse estudo resultará em um Plano Estadual de Logística e Transporte do RS. O trabalho, que deverá ficar pronto em 2015, contemplará um planejamento estratégico do setor para os próximos 25 anos.
O painel seguinte iniciou com a apresentação da soja INTACTA RR2 PRO™. O gerente de marketing soja da MONSANTO do Brasil LTDA, Marcelo Gatti, apresentou a política comercial da nova tecnologia, que custará nas sementes certificadas, e também nas categorias S1 e S2, R$ 115,00 por hectare. Na semente reservada para uso próprio, o valor é de R$ 127,00 por hectare. Gatti ressaltou que a INTACTA RR2 PRO™ tem um efeito de supressão das lagartas Helicoverpa e Elasmo, já que o controle dessas pragas não é 100% eficaz. O debate foi conduzido pelo presidente da ABRASEM, Narciso Barison Neto, e debatido por Carlos Sperotto, da Farsul, e Rui Polidoro Pinto, da Fecoagro.
As novas tecnologias para o arroz foram o tema do último painel do evento. Basf e Bayer apresentaram suas soluções para a cultura e o tema foi debatido por Francisco Schardong, presidente da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultua, Cláudio Pereira, presidente do Irga, Anderson Ricardo Belloli, diretor executivo da Federarroz, e Valdemir Simão, coordenador do núcleo de arrozeiros da APASSUL. A mesa debateu assuntos como a sustentabilidade, o uso de sementes certificadas, o arroz híbrido, aumento da produtividade, qualidade industrial e acesso a novos mercados.
O II Encontro de Produtores de Sementes do RS e Treinamento de Responsáveis Técnicos aconteceu de 7 a 9 de agosto de 2013 em Santana do Livramento. Foi promovido pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), através do SEFIA/RS (Serviço de Fiscalização de Insumos Agrícolas/Superintendência Federal de Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e CSM/RS (Comissão de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul), com o Apoio da APASSUL (Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul) e da Fundação Pró-Sementes de Apoio à Pesquisa. O evento teve o apoio da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas) e da SAA (Seed American Association), bem como das entidades que constituem a CSM/RS: APASSUL, SULPASTO, FUNDAÇÃO PRÓ-SEMENTES, FARSUL, EMATER, FUNDACEP (CCGL Tec), IRGA, FEARROZ, MAPA (SEFIA e LANAGRO/RS), CREA/RS, SARGS, FECOAGRO, FEPAGRO, EMBRAPA, UFPel, UFRGS e UPF.

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