Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul

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Estiagem prejudica qualidade e quantidade da colheita, mas expectativas ainda são favoráveis - 21/02/2014

Com a forte estiagem que o país vem enfrentando nos últimos meses, a quebra das safras agrícolas tem sido um agravante para os produtores rurais em todo o país. A maior intensidade está no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e a falta de umidade e o solo seco afetam não só os grãos, mas também as hortaliças, os pastos, o gado e as demais variedades. Os consumidores já sentem os efeitos no bolso.

Mesmo em meio a tantas dificuldades, o agronegócio continua sendo o principal responsável pelo superávit da balança comercial brasileira e, de acordo com Narciso Barison Neto, presidente da ABRASEM (Associação Brasileira de Sementes e Mudas), “a CONAB (Companhia nacional de Abastecimento), tem como estimativa inicial de colheita de soja este ano superar os 90 milhões de toneladas, ultrapassando assim os EUA e atingindo o primeiro lugar na produção de soja mundial. Com a estiagem, esses dados podem não se confirmar”, afirma.

“No milho, a estimativa é que esse ano o Brasil possa colher 80 milhões de toneladas, sendo que aproximadamente 55 milhões devem ser destinadas ao consumo e o excedente, destinados a exportação. Com esses dados, esperamos manter a posição de segundo maior exportador do mundo”, acrescenta Narciso Barison Neto.

O presidente da ABRAMILHO (Associação Brasileira dos Produtores de Milho) e ex-ministro da agricultura Alysson Paolinelli também avalia que não será necessário importar grãos, mas comenta que os preços e a qualidade das safras estarão comprometidos. “Os produtores que trabalham com sementes transgênicas têm tido mais sorte, mas, mesmo assim, sofrem com o forte calor. Esperamos ter, em breve, alguma solução genética e a liberação de novas sementes tecnológicas que possam resistir à seca”, comenta. Os EUA trabalham para que grãos resistentes às altas temperaturas já estejam disponíveis no mercado até 2017. A intenção é possibilitar mais qualidade aos produtores e melhores condições de plantio, evitando, assim, desperdícios.

A estiagem começou em outubro, se intensificou no mês de janeiro e início de fevereiro. Nessa situação, 2014 se tornou um ano atípico e registrou, como exemplo, um volume de água 70% abaixo do esperado somente em São Paulo. O Estado do Mato Grosso é o único que, mesmo com dificuldades, tem conseguido resistir as fortes temperaturas.

Fonte: Assessoria de imprensa

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