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Produtores estudam pedir prorrogação de custeio do trigo - 18/11/2014

Em reunião realizada na sede da Farsul na tarde desta quinta-feira (13/11), o setor tritícola manifestou sua preocupação em relação a perdas na colheita do Estado do Rio Grande do Sul. Devido aos problemas climáticos, os produtores gaúchos devem enfrentar dificuldades para realizar o pagamento da primeira parcela do custeio, que vence em janeiro. A Farsul elabora documento a ser entregue ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), solicitando, entre outras questões, a prorrogação do vencimento dessa parcela.

A estimativa é de que R$ 1 bilhão tenham sido financiados em quatro parcelas, cobrindo 1,150 milhão de hectares. Em janeiro, vence a primeira, em torno de R$ 250 milhões. A reunião foi conduzida pelo Deputado Federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Luis Carlos Heinze, e contou a com a participação de representantes de toda a cadeia, bancos, seguradoras, Embrapa Trigo, Emater/RS, Mapa e Conab.

Para o presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, o grande problema é que o produtor fez um investimento maciço na lavoura após a safra recorde do ano anterior. Mesmo com a contratação de seguros e Proagro, as perdas e o possível prejuízo preocupam os triticultores. “O que o Proagro e seguros privados não cobrirem terá que ser renegociado. Vamos pedir um prazo em torno de 5 anos”, afirmou Heinze. Jardim acredita que será muito importante um “amparo do governo e de agentes financeiros para dar alento aos produtores em virtude desta safra frustrada”.

De acordo com dados da Emater, a colheita no Estado está atualmente em 72%, com perdas que variam entre 30% e 60% conforme a região. Até agora, a entidade já recebeu 12.900 comunicados de perdas. A brusônia, doença mais comum no arroz, foi registrada em lavouras de trigo e atingiu cerca de 10% das plantações no noroeste do Estado, segundo a Embrapa Trigo.

A perda de qualidade em algumas lavouras também pode ser um empecilho para a comercialização e escoamento da safra. O representante do Sinditrigo/RS, Andreas Elter, garantiu que, tendo qualidade, os moinhos vão comprar o produto local. O presidente do Sistema Farsul, Carlos Sperotto, afirmou que a comercialização do trigo gaúcho é uma questão que a Federação vem trabalhando fortemente. “Quando chegamos ao padrão de qualidade que a indústria indica, eles não adquirem e ficamos com um produto de qualidade estocado aqui”, alegou Sperotto, dizendo que, quando havia produto de qualidade e o preço estava bom para o produtor, foram tomadas medidas que deixavam o cereal local menos competitivo.

Fonte: Farsul

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